segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Jesus se transfigura diante de seus discípulos


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“NÃO PODEMOS VALORIZAR AS COISAS QUE PASSAM”.

O tempo da quaresma nos convida a uma conversão profunda em nossos valores. O fenômeno da transfiguração de Jesus nos é apresentado no evangelho deste segundo domingo da quaresma como um desafio e uma consequência dos que aderem ao Reino. O seguimento de Jesus não acontece de uma hora para outra. É uma adesão permanente em um processo que terá sua culminância no final de nossa peregrinação terrena. A transfiguração do Senhor é a prova de nossa transitoriedade e a certeza de nossa futura ressurreição. Jesus se mostra de como ele será após a ressurreição e como serão os que viverem no seu amor e na sua justiça. Este fato é um convite a não nos perdermos nas coisas que passam. Logo estaremos na eternidade e só levaremos conosco o bem que nos torna semelhantes a característica de nosso Criador.

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EVANGELHO (Mc 09, 02-10):
Naquele tempo, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, e os levou sozinhos a um lugar à parte sobre uma alta montanha. E transfigurou-se diante deles. Suas roupas ficaram brilhantes e tão brancas como nenhuma lavadeira sobre a terra poderia alvejar. Apareceram-lhe Elias e Moisés, e estavam conversando com Jesus. Então Pedro tomou a palavra e disse a Jesus: “Mestre, é bom estarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”. Pedro não sabia o que dizer, pois estavam todos com muito medo. Então desceu uma nuvem e os encobriu com sua sombra. E da nuvem saiu uma voz: “Este é meu Filho amado. Escutai o que ele diz!” E, de repente, olhando em volta, não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus com eles. Ao descerem da montanha, Jesus ordenou que não contassem nada a ninguém o que tinham visto, até que o Filho do Homem tivesse ressuscitado dos mortos. Eles observaram esta ordem, mas comentavam entre si o que queria dizer “ressuscitar dos mortos”.

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“Este é meu Filho amado. Escutai o que ele diz!”

O fenômeno ou sinal da transfiguração de Jesus é tem um profundo significado para nós. Jesus pelo poder que possui por ser o Filho de Deus se mostra glorioso para o pequeno grupo seleto de seus discípulos. Eles terão uma missão especial que exigirá deles a recordação constante deste fato. Estamos a caminho de nossa glorificação. Esta existência é transitória, é uma preparação para a vida definitiva. Esta experiência, provavelmente, será recordada por eles muitas vezes especialmente nos momentos fortes em que terão que enfrentar a eles mesmos e dar testemunho da verdade de Cristo.
O que significa se transfigurar? Poderíamos dizer que é mudar de figura, mudar de rosto, mudar os valores. Quando passamos a viver a dimensão do amor em nossas vidas vemos a realidade de forma diferente. Olhamos com o olhar do coração. Não somos manipulados pelo gosto das coisas que passam. O materialismo, que visa o lucro, não consegue ver a realidade desta forma se perdendo em um grande vazio afetivo. Nós transbordamos aquilo que o nosso coração está cheio. Se procurarmos amar no sofrimento os frutos de nossa vida será o amor. Encontraremos a raiz da verdadeira felicidade. Se amarmos o transitório ele nos transformará naquilo que passa. Se amarmos o eterno, iremos assumir os valores eternos. Na realidade nos transfiguramos naquilo que amamos.

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A transfiguração não acontece sem o sofrimento e a abnegação a vontade de Deus. Sem um real processo de despojamento não conheceremos a verdade de Deus presente em nossa vida. Não existe um meio termo no seguimento de Cristo. Não há como abraçar a vaidade e o orgulho e querer ser de Deus. Para vencermos o nosso egoísmo precisamos de uma nova visão existencial. Somos tentados a viver no comodismo pensando nas possíveis “vantagens” de estarmos com Jesus e nos esquecemos do desafio constante de dizermos sim a Deus frente as nossas limitações.
Ao lado de Jesus surge a figura de dois personagens importantíssimos no plano de salvação de Deus: Moisés é o que recebe a Lei e Elias o que a aplica a Lei dentro da realidade. Podemos concluir que para que aconteça a nossa transfiguração precisamos “conhecer” e “praticar” o que o Senhor nos pede. Através da oração isto será possível. O diálogo profundo com Deus nos leva ao conhecimento sobrenatural da realidade e a termos a coragem de vencermos a nós mesmos.
Jesus está presente na Eucaristia da mesma forma que ele se transfigurou. Devemos amá-lo acima de nossas forças. Precisamos escutá-lo para constantemente avaliarmos a nossa vida. Pela prática da oração seremos capazes de nos despojarmos de nosso egoísmo e vermos nossa existência em um sentido mais amplo. Os cristãos são batizados para se tornarem instrumentos de salvação. Esta não acontece só de forma particular. Por esta razão quanto mais forte for a nossa conexão com o Senhor, mais conscientes seremos de nossa missão.

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“Senhor Jesus que possamos buscar os bens eternos no meio dos bens transitórios”.



terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Vencer as tentações


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“A CADA TENTAÇÃO VENCIDA É UMA GRAÇA RECEBIDA”.


O tema sobre a conversão é básico neste tempo da Quaresma. Converter-se é entregar-se totalmente a Deus em meio as nossas limitações. Para que a conversão realmente aconteça se fazem necessárias a fé e a humildade. Para reconhecermos o essencial em nossa vida devemos ser humildes e sinceros conosco mesmos. Jesus vence as tentações nos dando exemplo de que quando a vencemos estamos mais abertos a graça de Deus. Elas fazem parte de nossa vida cristã. Mas quando passamos por elas através da força da Palavra de Deus nos tornamos instrumentos fortes de evangelização. As nossas limitações são tábuas de salvação quando oferecidas a Deus com humildade.

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EVANGELHO (Mc 01, 12-15):
Naquele tempo, o Espírito levou Jesus para o deserto. E ele ficou no deserto durante quarenta dias, e aí foi tentado por Satanás. Vivia entre os animais selvagens, e os anjos o serviam. Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galiléia, pregando o Evangelho de Deus e dizendo: “O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho!”

“Convertei-vos e crede no Evangelho”.

O  sentido desta frase está ligado ao centro da vinda de Jesus. O Evangelho é a boa nova da salvação. Ele sempre será uma novidade para nós. Sempre nos questiona em nossos valores nos levando ao reconhecimento de que embora sejamos limitados, Deus continua nos amando. Quando nos encontramos com Deus que é o sumo bem, somos convidados a mudar de valores. Por esta razão que Jesus Cristo tem poucos amigos, pois são poucas as pessoas que realmente querem uma transformação de seus corações. A busca da verdade que supera o mal. Não existe conversão sem a cruz que luta contra nosso egoísmo.

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Se formos falar em conversão no sentido físico, veremos que é uma retomada de direção. É uma alteração na trajetória. A conversão no sentido espiritual é a aceitação da realidade de que somos criaturas de Deus e que precisamos nos voltar para Ele. Toda mudança provoca dor e desconforto. Hoje há pouca conversão porque se fica muito nas alegrias momentâneas e se esquece a felicidade verdadeira que é a paz de consciência.
A nossa vida não é uma mera coincidência. O pano de fundo de nossa vida é o amor estável de Deus por todos nós. Quando somos sinceros nos abrimos à verdade que nos tornará realmente livres. Não existe conversão sem sinceridade, sem abertura de coração.
A novidade do Evangelho precisa transformar a nossa vida. Mais do que máquinas e tecnologia precisamos melhorar nossas relações afetivas. Não podemos nos perder no que não é essencial. Esta vida é uma peregrinação rumo à eternidade.
A pessoa humana vale muito mais que um valor monetário. Deus nos criou conforme a sua imagem. Ele nos quer muito e nosso investimento deve ser na prática do amor e da solidariedade. Não existe melhor poupança nesta vida do que fazer o bem, pois este jamais se afastará de nós.
Quantas pessoas que gostariam de retornar de suas situações de enfermidade para dizerem aos que se perdem na superficialidade o que é essencial. Vamos começar aqui e agora a lutar para que este mundo seja mais justo e solidário e que possamos aproveitar todos os valores de nossa vida em direção ao Eterno e não ao transitório. Aproveitemos bem este tempo que o Senhor está nos dando. Ele é precioso para alcançarmos a vida eterna. Temos que lutar para que o Evangelho entre em nossas vidas para sermos um sinal do amor de Deus para todas as pessoas.

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“Senhor Jesus queremos entregar a nossa vida em vossas mãos para superarmos nossas limitações e vivermos o amor e a solidariedade dentro do mundo.”



domingo, 4 de fevereiro de 2018

Cura do leproso

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“O ENCONTRO COM JESUS CRISTO NOS LIBERTA DOS MALES INTERIORES E EXTERIORES”.


Jesus cura e salva toda pessoa que se aproxima dele com fé. Ele não resiste ao que recorre a sua ajuda com convicção em seu poder. No evangelho deste domingo percebemos um leproso, excluído da sociedade pela sua doença, mas que vai a Jesus e recebe a graça de ser tocado pelo Senhor. Este toque foi curativo nos dois sentidos: na cura da doença e na discriminação que ela provocava dentro da sociedade. Quando somos “tocados” pelo Senhor a nossa vida muda. Para que isto aconteça temos que lutar contra nós mesmos e sermos dirigidos pela Graça de Deus.

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EVANGELHO (Mc 01, 40-45):
Naquele tempo, um leproso chegou perto de Jesus, e de joelhos pediu: “Se queres tens o poder de curar-me”. Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele e disse: “Eu quero: fica curado!” No mesmo instante a lepra desapareceu e ele ficou curado. Então Jesus o mandou logo embora, falando com firmeza: “Não contes nada disso a ninguém! Vai, mostra-te ao sacerdote e oferece, pela tua purificação, o que Moisés ordenou como prova para eles!” Ele foi e começou a contar e a divulgar muito o fato. Por isso Jesus não podia mais entrar publicamente numa cidade: ficava fora, em lugares desertos. E de toda parte vinham procurá-lo.

“Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele e disse: Eu quero: fica curado!”

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A nossa existência é um grande mistério. Na sua dimensão mais profunda encontramos o amor incondicional de Deus por todos nós. Quando não percebemos esta realidade sobrenatural somos fadados a viver nas margens da nossa vida nos contentando com valores transitórios. Necessitamos ser curados de um mesmo mal que é a auto suficiência em relação ao nosso Criador. É ela a causadora de tantos sofrimentos e angústias. Podemos afirmar que a grande lepra que está disseminada em nossa sociedade é de origem afetiva. As pessoas não reconhecem o amor de Deus por elas. Por este motivo não se amam e acabam não amando com sinceridade os seus irmãos.
A lepra, segundo a lei de Moisés tinha como consequência imediata a exclusão da pessoa da comunidade e o anúncio público a todos do mal que se vivia a fim de evitar a “contaminação”. O leproso era humilhado de duas formas: pela enfermidade e pela separação obrigatória da comunidade (Lv 13, 44-46). Era uma espécie de morto vivo que só esperava a morte para dar fim a sua jornada de sofrimentos e humilhações.
O leproso desta passagem do evangelho teve coragem de se aproximar de Jesus e suplicar. Chegou mais próximo do que a lei permitia na confiança de que seria curado. A condicional “se queres”, afirma o poder de Jesus que é o Cristo que tem os mesmos sentimentos de Deus por ser seu Filho que ama e liberta. Deus deseja muito mais a nossa libertação do que nós mesmos. Ele nos criou para participarmos de sua felicidade.

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Hoje poderíamos traduzir esta lepra por outros males que afastam a nossa vida de seu real sentido. A maior lepra hoje é a mentira institucionalizada por aqueles que deveriam nos defender. O homem jamais será feliz vivendo no individualismo. Somos criados para a vida comunitária e solidária. Há muitos leprosos em todas as camadas sociais que vivem na competição do materialismo. O pior é que muitas pessoas fazem o que é ditado pela Grande Mídia que desvia as pessoas da verdade tornando o ser humano uma máquina de consumo. Só o amor e a fraternidade poderão nos trazer a verdadeira alegria e a paz que tanto almejamos.
Precisamos ter a mesma coragem deste leproso que passou por cima de idéias e rótulos e teve a coragem de pedir sua cura. Só os humildes poderão alcançar a cura. Se formos fortes em nós mesmos, somos fracos em Deus. Ser curado é antes de tudo compreender a verdade que nos tornará realmente livres. O seguimento de Jesus exige amor mais do que só uma racionalidade vazia.
Temos que ter diagnóstico da doença para encontrarmos o tratamento adequado. Contra a lepra do egoísmo só existe o amor experimentado a partir de uma profunda amizade com Jesus.

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 “Senhor Jesus, venha nos curar do fechamento em nosso pequeno mundo e fazei que sejamos vossos instrumentos de amorização do mundo”.