segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Dai a César o que é de César

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“O TESOURO MAIS IMPORTANTE É IMPERECÍVEL”.

Embora Deus nos fale sempre numa linguagem misteriosa. Ele não se cansa de oferecer seu amor por nós. Nossa vida é cheia de escolhas e decisões. Devemos escolher entre o bem e o mal. O bem nos leva a felicidade eterna e o mal nos leva ao mal eterno. O mal se apresenta cheio de “facilidades” e o bem cheio de “dificuldades”. As coisas de Deus, embora mais obscuras, sempre nos levam ao bem e a perfeita alegria. O mundo se perde em suas próprias teias. Cria leis que acabam prejudicando o crescimento integral da pessoa. Procura a felicidade desviando-se da fonte da verdadeira alegria que se resume na concretização da vontade de Deus em nossa vida. Descobrir o que Deus quer de nós e concretizar sua vontade é a única fonte que nos faz feliz nesta vida em preparação para a definitiva.

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EVANGELHO (Mt 22, 15-21):
Naquele tempo, os fariseus fizeram um plano para apanhar Jesus em alguma palavra. Então mandaram os seus discípulos, junto com alguns do partido de Herodes, para dizerem a Jesus: “Mestre, sabemos que és verdadeiro e que, de fato, ensinas o caminho de Deus. Não te deixas influenciar pela opinião dos outros, pois não julgas um homem pelas aparências. Dize-nos, pois, o que pensas: É lícito ou não pagar imposto a César?” Jesus percebeu a maldade deles e disse: “Hipócritas! Por que me preparais uma armadilha? Mostrai-me a moeda do imposto!” Trouxeram-lhe então a moeda. E Jesus disse: “De quem é a figura e a inscrição desta moeda?” Eles responderam: “De César”. Jesus então lhes disse: “Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”.

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“Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”.

Somos desafiados a selecionar os valores durante toda nossa vida. O problema da nossa existência é um problema administrativo. O que vamos escolher? O que permanece ou o é transitório? A Deus precisamos dar o que temos de melhor. Ele é o nosso Criador que nos ama permanentemente. Estamos sobre o seu olhar em todos os momentos de nossa vida. Corresponder ao seu amor é possível quando percebemos sua presença em nossa vida.
O povo de Israel estava sobre a dominação do Império Romano. Todos deveriam pagar impostos a César. Desde este tempo e muito antes, o homem cria leis que muitas vezes favorecem um pequeno grupo privilegiado. Jesus não se ausenta desta realidade e separa o pensamento do homem, iludido pela ganância, do pensar de Deus que nunca cobra, mas vive uma pura gratuidade em relação ao que criou para o benefício do homem. Só entenderemos quem é Deus pela gratuidade unida a humildade.
A moeda de Deus é totalmente diferente da moeda do Império. A medida de Deus é a medida do amor. Ele se manifesta com um gesto de solidariedade que vai em busca do homem para construí-lo. Deus não conhece imposto, pois se fosse cobrá-lo não teríamos com o que pagar. O amor de Deus por nós é um amor de edificação e só no momento que entendemos isto e passamos a vivê-lo em nossa vida encontraremos a paz interior que tanto buscamos.

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Os herodianos eram homens que não queriam crer na ressurreição. Aproveitavam-se da dominação romana para se beneficiarem. Tinham uma crença puramente material em busca de uma prosperidade terrena. Hoje são muitas as religiões que se dizem seguidoras de Cristo que estão mais preocupadas com as “ofertas dos fiéis” do que com sua própria conversão. Esta é uma situação condenável, pois quem prega Cristo tem que viver a pobreza solidária que é parte essencial do Evangelho.
Damos a César (hoje a sociedade materialista), o perecível e o transitório e a Deus nós temos que dar o bem que realizamos nesta vida para sermos semelhantes a Ele. Este é o grande desafio de nossa existência brevíssima que vivemos neste mundo. Não podemos nos apegar aos bens materiais. Eles devem nos ajudar na prática da justiça e da solidariedade.
Os missionários negam tudo para levar Cristo a diversas nações que não conhecem sua mensagem. Quando praticamos o bem sem ver resultados imediatos, mas só confiamos na Divina Providência, nossa atitude é de verdadeira entrega ao Senhor que sempre nos assiste em nossas necessidades.

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 “Fazei Senhor que saibamos nos desprender das coisas transitórias e colocar todo nosso amor no que deixastes para nós.”


segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Devemos aceitar imediatamente a Graça de Deus


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“DEVEMOS ACEITAR O QUE DEUS PREPAROU PARA NOSSA VERDADEIRA FELICIDADE”.



Deus não cansa de oferecer seu amor para que alcancemos à salvação. A parábola do banquete e dos convidados nos mostra que Ele preparou tudo para nossa realização. Precisamos lutar contra nós mesmos para alcançarmos à verdadeira felicidade. Só seremos realmente felizes quando lutamos contra o nosso próprio egoísmo. A mesa do Reino de Deus já está posta para nós. Agora precisamos aceitar o que Ele nos preparou em seu imenso e misterioso plano de amor para conosco.


EVANGELHO (Mt 22, 01-14):
Naquele tempo, Jesus voltou a falar em parábolas aos sumos sacerdotes e aos anciãos do povo, dizendo: “O reino dos céus é como a história do rei que preparou a festa de casamento do seu filho. E mandou os seus empregados para chamar os convidados para a festa, mas estes não quiseram vir. O rei mandou outros empregados, dizendo: ‘Dizei aos convidados: já preparei o banquete, os bois e os animais cevados já foram abatidos e tudo está pronto. Vinde para a festa!’ Mas os convidados não deram a menor atenção: um foi para o seu campo, outro para os seus negócios, outros agarraram os empregados, bateram neles e os mataram. O rei ficou indignado e mandou suas tropas para matar aqueles assassinos e incendiar a cidade deles. Em seguida, o rei disse aos empregados: ‘A festa de casamento está pronta, mas os convidados não foram dignos dela. Portanto, ide até às encruzilhadas dos caminhos e convidai para a festa todos os que encontrardes’. Então os empregados saíram pelos caminhos e reuniram todos os que encontraram, maus e bons. E a sala da festa ficou cheia de convidados. Quando o rei entrou para ver os convidados, observou ali um homem que não estava usando traje de festa e perguntou-lhe: ‘Amigo, como entraste aqui sem o traje de festa?’ Mas o homem nada respondeu. Então o rei disse aos que serviam: ‘Amarrai os pés e as mãos deste homem e jogai-o fora, na escuridão! Ali haverá choro e ranger de dentes’. Porque muitos são os chamados, e poucos são escolhidos”.

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“Muitos são os chamados, e poucos são escolhidos”.

Muitas vezes escutamos esta afirmação que já se tornou um dito popular. Na realidade nos esquecemos que Deus ama a todos da mesma forma e oferece constantemente sua salvação as suas criaturas. Ele permanece nos amando mesmo que não sejamos sensíveis ao seu amor.
Nesta parábola, o banquete representa o desejo de Deus de que todos participem de sua felicidade. O diferencial acontece na nossa forma de acolher o seu convite. Ele preparou tudo para sermos felizes. Ao sermos criados já somos convidados a participar de sua alegria. A graça de Deus vai de encontro a todos.  Infelizmente tem muitas pessoas que desprezam o seu amor e vão à busca de suas próprias felicidades dentro de um caminho de egoísmo e auto-suficiência.
Existem dois caminhos a serem percorridos. Um deles é o caminho do egoísmo que nos leva a pensar que somos autores de nossa própria felicidade. Este caminho nos torna independentes do Criador. Estes representam os convidados que negaram o convite do rei por pensarem que podem construir sua vida sem se recordar que nós vivemos sempre em relação a Deus e aos irmãos.

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Outro caminho é o caminho da partilha ou da aceitação da presença de Deus que nos leva a sermos solidários. Quando nos sentimos criaturas de Deus queremos dar o que recebemos de graça. Estamos sempre disponíveis a fazer o que Cristo nos ensinou. Quando conhecemos o Sumo Bem estamos aptos a viver a prática do bem.
Havia um homem sem o traje oficial da festa. Ele representa aqueles que querem se aproveitar da situação do Reino de Deus sem terem nenhum compromisso. Vemos hoje tantas religiões que falam muito de Cristo, mas que transformam o seguimento em um verdadeiro comércio empresarial. O verdadeiro seguimento de Cristo envolve a cruz e o sofrimento. O cristão que se afasta da presença real de Cristo na Eucaristia e da devoção a Maria Santíssima está pondo em risco sua salvação.
O banquete é a partilha do próprio Cristo na comunidade. Devemos “cristianizar” os ambientes. Passar o testemunho da alegria de estarmos sempre em festa, recebendo Jesus em nosso coração. Tudo deve passar pela amorização dos valores deixados por Jesus. Estes valores são eternos. Não são momentâneos como o “pregado” pelas relações comerciais do mundo de hoje que afirma ser muito evoluído.

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“Senhor Jesus, lhe entregamos nossa vida para fazermos unicamente o bem”.
















segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Nada nos pertence. O que temos é para fazer o bem.

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“O PROJETO DE SALVAÇÃO APRESENTADO POR JESUS CRISTO É A MAIOR OPORTUNIDADE QUE TEMOS NESTA VIDA PARA ENCONTRARMOS A SALVAÇÃO”.


Deus tem um projeto de salvação para todos nós. O nosso desafio consiste em sermos sensíveis no sentido de aceitarmos em nossa vida o que Ele projetou. A parábola dos vinhateiros homicidas nos leva a refletir sobre a forma como aceitamos Jesus Cristo que nos apresenta a imensa bondade do Pai que nos criou para participarmos de sua felicidade. O que recebemos de Deus devemos saber distribuir aos que não tem. Somos administradores do amor de Deus nesta vida. O mês de outubro é dedicado às missões. Pelo nosso santo batismo nos tornamos missionários. Vamos rezar também por todos os missionários que deixam tudo para evangelizar outros povos que ainda não conhecem Jesus Cristo.

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EVANGELHO (Mt 21, 33-43):

Naquele tempo, Jesus disse aos sumos sacerdotes e anciãos do povo: “Escutai esta outra parábola: Certo proprietário plantou uma vinha, pôs uma cerca em volta, fez nela um lagar para esmagar as uvas e construiu uma torre de guarda. Depois arrendou-a a vinhateiros, e viajou para o estrangeiro. Quando chegou o tempo da colheita, o proprietário mandou seus empregados aos vinhateiros para receber seus frutos. Os vinhateiros, porém, agarraram os empregados, espancaram a um, mataram a outro, e ao terceiro apedrejaram. O proprietário mandou de novo outros empregados, em maior número do que os primeiros. Mas eles o trataram da mesma forma. Finalmente, o proprietário enviou-lhes o seu filho, pensando: ‘Ao meu filho eles vão respeitar’. Os vinhateiros, porém, ao verem o filho, disseram entre si: ‘Este é o herdeiro. Vinde, vamos matá-lo  e tomar posse de sua herança!’ então agarraram o filho, jogaram-no para fora da vinha e o mataram. Pois bem, quando o dono da vinha voltar, o que fará com estes vinhateiros?” Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “Com certeza mandará matar de modo violento estes perversos e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entregarão os frutos no tempo certo”. Então Jesus lhes disse: Vós nunca lestes nas Escrituras: ‘A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; isto foi feito pelo Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos’? Por isso eu vos digo: o Reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que produzirá frutos”.


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“O Reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que produzirá frutos”.

Muitas vezes nos deparamos nos evangelhos com situações que inicialmente nos parecem contraditórias. Deus fez um grande “investimento” em relação ao povo de Israel. Considerou o seu povo predileto. Parece com o investimento do dono da vinha desta parábola. Tudo foi preparado para que o povo encontrasse a verdadeira realização. O que aconteceu na realidade, é que este mesmo povo não irá ser mais o único a encontrar a salvação. Alguns deles irão ocupar o último lugar na aceitação do projeto de Deus dado por Jesus Cristo.
A vontade de Deus é que todos se salvem. Todos devem encontrar o verdadeiro ideal de suas vidas que são os valores que nos levam à eternidade. Somos desafiados a cultivar a nossa sensibilidade dentro da linguagem misteriosa de Deus. A nossa relação com Ele só acontece na obscuridade da fé.
A parábola do dono da vinha e dos operários infiéis tem um significado muito importante e de grande atualidade para nós. Ela representa a salvação, a realização plena do homem. A vinha não nos pertence, pois não somos os donos, mas arrendatários ou administradores. Para sermos felizes devemos fazer o que o dono da vinha nos pede. Fazer o contrário do que a parábola propõe tentando receber com carinho o Filho e os enviados do dono da vinha.

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Os anciãos e os sacerdotes representavam as pessoas mais “capacitadas” do povo para interpretar a graça de Deus. Eles se perdem com um jurisdicismo frio e racional. Esta atitude irá fazer com que eles não entendam a realidade do Reino. Podemos cair neste mesmo erro quando transformamos Cristo em objeto de estudo e não de amor. Outros irão ocupar os seus lugares tendo mais abertura à proposta da graça.
A pedra rejeitada se torna a pedra angular. Mais uma vez Deus nos mostra que não podemos colocá-lo dentro de nossos padrões. O que pode ser desprezível aos olhos dos homens, pode se tornar essencial aos olhos de Deus. Nem sempre o que aparece é melhor. O alicerce de uma casa fica no obscuro do solo, mas é essencial para a casa se manter intacta durante muitos anos.
Não podemos aceitar a Deus se não formos humildes e desconfiarmos de nossas próprias seguranças pessoais. A humildade é a chave para descobrirmos a vontade de Deus em nossas vidas. O conhecimento intelectual deve nos levar à noite da fé. Aceitamos a Cristo em nosso coração nos servindo da razão como um instrumento.
A preocupação fundamental de nossas vidas deve ser no sentido de produzirmos muitos frutos. Estes frutos são a prática do bem que permanece na história. Dentro de um mundo que pensa em ser feliz por métodos errados. Vivemos numa crise mundial de relacionamento humano. Estamos em um mundo de competição. A proposta de altruísmo comunitário do cristianismo sempre será um sinal de contradição. Devemos ser missionários de uma nova realidade colocando amor onde não existe mais amor.

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“Senhor Jesus, te pedimos a capacidade de nos abrirmos com humildade ao seu plano de amor”.